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Códigos consistentes entre documentos: até onde valem

Por Amine Gaaliche · rascunho escrito com Claude, revisto e editado à mão

No promptShield, um valor mantém o mesmo código em todos os arquivos de uma mesma pasta, a cada nova codificação. Em pastas diferentes, o mesmo valor recebe códigos diferentes, de propósito. A única exceção é um código fixado à mão nas Configurações. O mapa que permite desfazer os códigos fica na sua máquina.

Por que o código precisa ficar igual

O trabalho com um modelo de linguagem acontece em rodadas. Você envia o contrato de locação, depois os e-mails com a contraparte e, por fim, a planilha de pagamentos com o CPF do fiador. O modelo só relaciona esses arquivos se cada parte mantiver o mesmo rótulo do primeiro ao último.

Se a locadora vira um código no contrato e outro na planilha, o modelo vê duas pessoas. Ele pode atribuir a ela um pagamento do fiador e devolver uma análise bem escrita, porém errada. Quem revisa também só vê códigos e não tem como notar o erro.

O limite é a pasta

Dentro de uma pasta da Biblioteca, a locadora reaparece com o mesmo código em todos os arquivos. Entre pastas, essa continuidade não existe. Os códigos de uma pasta são invisíveis para as outras, e o gerador cria outro código quando o mesmo valor aparece em duas pastas.

Essa separação é uma proteção. A mesma pessoa pode ser testemunha num processo e parte em outro, sem relação entre os casos. Com um código comum, quem recebesse os dois conjuntos codificados teria um elo entre casos que o escritório mantém separados.

A exceção é deliberada. Um código fixado à mão nas Configurações vale em todas as pastas, como o nome do próprio escritório ou de um cliente recorrente. A decisão é sua, valor por valor, e o aplicativo nunca a toma sozinho.

Organize a Biblioteca pelo critério que importa para você. Com uma pasta por processo, o código acompanha o caso. Com uma pasta por mês, o mesmo cliente ganha doze códigos por ano. Para testar, ponha o mesmo nome em dois arquivos numa pasta e em mais dois em outra, codifique e compare.

Nós mesmos já erramos nesse ponto: nosso site chegou a dizer, em sete idiomas, que o mesmo valor recebia o mesmo código em toda a biblioteca. A frase era falsa e foi reescrita. O mecanismo completo está no texto sobre ocultação reversível e codificação.

Como o código é formado

Todo código tem um colchete, uma letra para o tipo do dado, caracteres de preenchimento e outro colchete. P é pessoa, O é organização, A é endereço, E é e-mail, T é telefone e D é data, entre outras letras. O exemplo [P0ABCD] mostra só a forma do código.

O tamanho acompanha o texto: o código tem no mínimo seis caracteres. Quando o original passa de dez, tem três a menos que ele. Cada caractere de preenchimento tem a largura visual do caractere que substitui, e a página mantém a diagramação. Num PDF exportado, os metadados também recebem o código, ou um marcador neutro se o valor foi ocultado.

O preenchimento deriva de uma chave secreta de cada Registro de códigos, então o mesmo nome recebe outro código em outro computador. A versão gratuita no navegador usa o mesmo método, com uma chave própria. Os códigos têm a mesma forma, com outro preenchimento.

Onde fica o mapa

Um código estável só serve junto com o mapa que permite desfazê-lo. Esse mapa é o Registro de códigos, um arquivo SQLite local, na máquina em que você codificou os documentos. Quando você usa Decodificar, um componente local do aplicativo devolve os nomes, sem serviço externo.

O registro não é criptografado, por decisão de projeto. Quem consegue abrir esse arquivo já tem os documentos originais no mesmo disco. A proteção do registro é a do computador: senha, criptografia de disco e controle de quem usa a máquina.

O risco está na exportação: ela gera um arquivo legível com todo o mapa. Um documento codificado enviado junto com ela fica totalmente exposto. Não a envie ao cliente, ao suporte nem a uma pasta compartilhada.

O que diz a LGPD

O art. 12 da LGPD (Lei nº 13.709/2018) exclui da lei o dado anonimizado, salvo se a anonimização puder ser revertida com meios próprios ou esforços razoáveis. O escritório guarda o registro e é o controlador (art. 5º, VI). Para ele, o texto codificado continua sendo dado pessoal, sujeito a uma base legal do art. 7º e à responsabilização do art. 6º, X.

O que muda é o que chega ao modelo: códigos, sem o mapa. Isso pesa para quem responde pelo sigilo profissional do art. 34, VII da Lei nº 8.906/1994 e do art. 154 do Código Penal.

O código só cobre o que foi encontrado

O promptShield propaga um nome achado para as outras ocorrências do documento, mas nenhum modelo local acha todos os identificadores. Uma ocorrência que escapou fica com o nome verdadeiro. Por isso, um arquivo protegido só pode ser baixado depois de verificado, e essa verificação grava os códigos no Registro de códigos.

Perguntas frequentes sobre códigos e pastas

Por que o mesmo nome precisa do mesmo código?

Porque o modelo só liga o que lê ao que já leu se cada parte mantiver o mesmo rótulo. No promptShield, essa estabilidade vale dentro de uma pasta.

O código se mantém entre arquivos separados?

Na mesma pasta, sim. Em pastas diferentes, não, exceto para um código fixado à mão nas Configurações. Outro computador, com outro registro, também gera outros códigos.

Onde fica o mapa entre códigos e nomes reais?

No Registro de códigos, um arquivo SQLite local na máquina onde você codificou os documentos. A exportação do registro é legível e nunca deve acompanhar os documentos codificados.

Um texto codificado ainda é dado pessoal pela LGPD?

Para o escritório, que guarda o registro, sim. Se um trecho não deve ser recuperado por ninguém, use Ocultar, que remove o texto de forma permanente. Codificar serve para o que você vai precisar recuperar depois.

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